Outubro de 2017 – Na última Bienal Internacional do Livro Rio, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros lançou a campanha de valorização à leitura Leia.Seja., numa iniciativa que estampou painéis, instalações e vídeos durante o evento, além de reunir depoimentos de diversos autores, editores e personalidades nacionais e internacionais que falaram sobre sua paixão pelos livros nas páginas da ação no Facebook e Instagram.

O próximo passo da Leia.Seja. é circular por todo o país através de uma divulgação conjunta em espaços públicos, bibliotecas, lojas e redes sociais, com o apoio das editoras, livrarias, distribuidoras e entidades do livro, em comemoração ao Dia Nacional do Livro (29/10).

O SNEL com a participação de seus associados, celebrando esta data nos sites e redes sociais das editoras neste mês. Divulgue os conteúdos da #leiaseja em sua página ou perfil, convidando o público a comentar quais obras e personagens mais marcaram suas vidas. Nesta página é possível fazer o download de todas as imagens, vídeos e textos da campanha.

Faça parte dessa ação e acompanhe as novidades da Leia.Seja. no Facebook e no Instagram.

Outubro de 2017 – O nono período* do mercado livreiro em 2017 apresentou resultados expressivos em relação ao ano anterior. As vendas em volume cresceram 14,81% e o faturamento subiu 10,73%, em função do aumento do desconto médio de 6 pontos percentuais.

O intervalo analisado também teve melhor performance em comparação ao período anterior (8T)**, principalmente em volume, com aumento de 12,9%.

“A análise dos números sugere que o mercado continua atuando com estratégias agressivas de promoções. Percebemos claramente que as vendas em volume se descolaram do faturamento, o que é confirmado pelo menor preço médio de vendas no período e o aumento do desconto”, comenta Ismael Borges, gestor de Nielsen Bookscan Brasil.

No acumulado de 2017***, o cenário de recuperação permanece com crescimento de 6,25% em volume e 6,65% em valor. “Certamente os lançamentos importantes que ganharam visibilidade durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro influenciaram o bom desempenho deste período. Com este resultado, somado às perspectivas de crescimento da economia brasileira, podemos projetar que os números permanecerão positivos até o final do ano”, afirma Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL.

Esses são alguns dos dados do 9º Painel das Vendas de Livros no Brasil em 2017, retratados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen. Os números têm como base o resultado da Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

Acesse a pesquisa na íntegra aqui.

* T. Mercado – Período 9: 2016 (15/08 a 11/09/2016) x 2017 (14/08 a 10/09/2017)
** T. Mercado – Período 8 2017 (17/07 a 13/08/2017)
***T. Mercado – Acumulado WK01 / WK36: 2016 (04/01 a 11/09/2016) x 2017 (02/01 a 10/09/2017)
Fonte: Nielsen | Nielsen BookScan

Setembro de 2017 – Mesmo englobando a segunda quinzena de férias escolares, o oitavo período* do mercado livreiro fecha com performance positiva em comparação a esta mesma época em 2016, contribuindo para a recuperação do setor. O intervalo apresentou crescimento de 3,33% em volume e 3,06% em valor.

No acumulado de 2017**, os resultados mantêm o ritmo de crescimento, em comparação ao ano passado, indicando aumento de 5,21% em volume e 6,19% em faturamento. “Mesmo com um crescimento abaixo da média de 2017, a performance do 8º período não impacta substancialmente nos ganhos acumulados, delineando um fechamento de ano com recuperação”, comenta Ismael Borges, gestor da Bookscan Brasil.

Entre os gêneros reportados, Não Ficção Trade continua com a melhor performance. Títulos de alguns subgêneros dentro da categoria ganham destaque, como:

Subgêneros Volume Faturamento
Mente, Corpo e Espírito 58% 50%
Desenvolvimento Pessoal 40% 44%
Biografias & Autobiografias 27% 41%
História 17% 23%

Esses são alguns dos dados do 8º Painel das Vendas de Livros no Brasil em 2017, levantados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen. Os números têm como base o resultado da Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

Veja o estudo completo aqui.

* T. Mercado – Período 8: 2016 (18/07 a 14/08/2016) x 2017 (17/07 a 13/08/2017)
**T. Mercado – Acumulado WK01 / WK32: 2016 (04/01 a 14/08/2016) x 2017 (02/01 a 13/08/2017)
Fonte: Nielsen | Nielsen BookScan

680 mil visitantes lotaram a 18ª edição da Bienal do Livro Rio, que bateu recorde de público em 2017.

Setembro de 2017 – Entre 31 de agosto e 10 de setembro, o Riocentro foi cenário de uma grande celebração da literatura nacional. Com mais de 300 autores e convidados, divididos em 360 horas de programação cultural e 190 sessões, a Bienal Internacional do Livro Rio – organizada pelo SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e pela Fagga | GL events Exhibitions –  se consagrou com uma verdadeira experiência cultural para toda a família. Em sua 18ª edição, o maior evento literário do país bateu recorde de público e recebeu 680 mil visitantes, superando a estimativa inicial de 600 mil.

Uma das novidades deste ano, a Arena #SemFiltro, com curadoria de Rosane Svartman, fez sucesso entre os leitores e teve 90% de ocupação de sua capacidade. A procura pelo espaço dedicado aos debates de interesse dos jovens – que cresceu de 90 para 400 lugares de 2015 para 2017 – reflete o crescimento dessa parcela do público no evento. Enquanto na última edição os visitantes entre 15 e 19 anos representavam 18% do público, agora eles são 33%. O número é ainda mais animador se comparado com a Bienal de 2007, quando os jovens representavam apenas 11% dos visitantes, e são resultado do investimento do evento na formação de público leitor.

A variedade de temas das mesas propostas por Rodrigo Lacerda para o Café Literário também agradou e o espaço recebeu um público 25% maior que a 17ª edição. O Geek & Quadrinhos, montado pela primeira vez, atraiu entusiastas da cultura pop de todas as idades com as sessões comandadas por Affonso Solano e seus convidados, e em atividades como batalhas medievais, mesa de jogos e área de realidade aumentada, que permaneceram movimentadas ao longo de todo o evento. As crianças também tiverem uma área totalmente dedicada a elas, o EntreLetras, que, a partir das atividades lúdicas propostas por Daniela Chindler, puderam ser inseridas no universo literário.

A melhora do acesso ao Riocentro também contribuiu para o sucesso do evento, já que 56% das pessoas usaram transporte público para vir à Bienal. Outra grata surpresa revelada pela pesquisa deste ano, os visitantes vindos de outros estados foram 14% dos presentes, colocando o evento como um impulsionador da economia do estado. Já sobre o número de exemplares comprados, cada pessoa que passou pelo Riocentro saiu com 6,6 livros, mantendo a média da última edição, com um gasto médio de R$ 25,18.

A Bienal Internacional do Livro Rio agradou quem esteve no Riocentro. A nota dada pelo subiu de 8,4 para 8,6 e 93% das pessoas disseram que voltariam ao evento. Os novos visitantes foram 24% do público – e 76% das pessoas estiveram em edições anteriores. O

saldo positivo ultrapassou o mundo real e se refletiu também nas redes da Bienal. Somente durante os onze dias do evento, o Facebook teve um crescimento de 17% em sua base de fãs e seu alcance quase atingiu quase um milhão de pessoas. Os stories do Instagram também fizeram sucesso e, ao todo, tiveram quase 2,5 milhões de impressões.

“Estamos muito satisfeitos com os números da Bienal. Com o crescimento da programação, atingimos nosso objetivo de proporcionar uma experiência cultural para toda família. É muito bom ver o investimento de todas as editoras em estandes cada vez bonitos e com mais atrações para o visitante”, comentou Tatiana Zaccaro, diretora da Bienal.

Já a vice-presidente do SNEL, Mariana Zahar, acredita que a Bienal tenha sido um ótimo termômetro para o mercado editorial. “Se tivemos uma queda em 2016 no mercado como um todo dos livros, 2017 já marca uma retomada e um respiro para as empresas. Certamente a Bienal contribui significativamente”, afirmou.

Setembro de 2017 – O Sindicato Nacional dos Editores de Livros lança uma campanha para valorizar o livro no Brasil e o papel transformador da leitura na sociedade. Responsável pela organização da Bienal Internacional do Livro Rio há mais de três décadas ao lado da Fagga | GL events Exhibitions, o SNEL escolheu o evento que aconteceu de 31 de agosto a 10 de setembro no Riocentro para a estreia da ação – a primeira realizada pela entidade em âmbito nacional.

Batizada de “LEIA.SEJA.”, a campanha foi criada pela WMcCann e é estrelada por um time de personalidades do esporte, das artes cênicas, da música e da comunicação, convidadas a incorporar personagens icônicos da literatura brasileira e mundial.

Escolhidos por sua paixão pelos livros e pela leitura, o técnico de vôlei Bernardinho se vestiu de Capitão Rodrigo, de “O tempo e o vento”, de Érico Veríssimo; o publicitário Washington Olivetto e a cantora Baby do Brasil fizeram Visconde de Sabugosa e Emília, de “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato; a apresentadora Bela Gil virou a Capitu de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; o ator Cauã Reymond se fantasiou do protagonista de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes; e o jornalista Pedro Bial aparece como o detetive de “As aventuras de Sherlock Holmes”, de Arthur Conan Doyle.


O lançamento oficial da campanha aconteceu ao longo da 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio, com a divulgação da hashtag #LeiaSeja nas redes sociais, através da fanpage no Facebook e do perfil no Instagram (@leiaseja) junto ao público, que foi convidado a falar sobre suas obras preferidas.


Quem passou pela Bienal conferiu uma exposição das fotos dos personagens, acompanhadas de vídeos com o making of e depoimentos das personalidades sobre a influência dos livros em suas vidas pessoais e profissionais.

Além disso, com o apoio da Papel Pólen, modelos circularam pelos pavilhões do evento nos fins de semana e no feriado de 7 de setembro com os trajes que foram usados pelas celebridades e fizeram sucesso entre os visitantes, que formaram filas para tirar foto com seus personagens favoritos.

As ativações durante a Bienal foram os primeiros passos da campanha, conta Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. “Começamos a campanha ‘Leia.Seja.’ com pé direito na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Além da excelente repercussão, conseguimos reunir depoimentos de autores, editores e personalidades que passaram pelo evento, e falaram de sua paixão pelos livros. Neste primeiro momento, em que a divulgação foi realizada através das mídias sociais, conseguimos alcançar mais de 600 mil pessoas. Em outubro, as peças começarão a ser veiculadas e estarão decorando as livrarias de todo Brasil”, adianta Pereira.

O conceito da campanha, desenvolvido pela agência WMcCann, parte da ideia de que, quando lemos, nos tornamos parte da história – ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração; faz rir e chorar, refletir e viajar. Na campanha, as personalidades dão vida aos personagens, lendo trechos dos títulos escolhidos. Assim que fecham os livros, voltam a ser eles mesmos, com o semblante transformado pelo prazer e a reflexão que uma boa leitura oferece.

“O Brasil precisa com urgência de uma revolução de cidadania e ética, e acreditamos que a leitura tem um papel fundamental a desempenhar nessas áreas. A campanha ‘LEIA.SEJA.’ quer mostrar exemplos de pessoas reconhecidas pelo público em geral, que tiveram suas trajetórias marcadas pelos livros de diferentes maneiras”, afirma o presidente do SNEL. “Nosso desejo é que essa ação reverbere pelos meses seguintes, estimulando o hábito da leitura ao redor do país e propondo uma conscientização sobre o seu valor”, completa.

O grupo foi fotografado por Miro, um dos mais consagrados fotógrafos brasileiros, em cenários que remetem às obras. As imagens serão utilizadas em anúncios impressos, outdoors, mídia urbana Out Of Home (OOH) e mídia digital, espalhados por diversas partes do país.

“Leia.Seja.” nas redes sociais

Em pouco mais de uma semana de presença nas redes sociais, a campanha “Leia.Seja.” conseguiu alcançar mais de 600 mil pessoas no Facebook e, no Instagram, a hashtag #LeiaSeja foi registrada em mais de 1.400 publicações. Só no Facebook, o vídeo do making of da campanha teve mais de 92 mil visualizações.

Após a Bienal, a ação digital continua no página www.facebook.com/leiaseja e no perfil @leiaseja, no Instagram, reunindo depoimentos de editores, escritores e leitores sobre livros que marcaram suas vidas.

Bernardinho participou de bate-papo sobre a campanha “Leia.Seja.” no último dia da Bienal

Uma das estrelas da campanha “Leia.Seja” na pele do personagem Capitão Rodrigo, do clássico “O tempo e o vento”, o treinador de vôlei Bernardinho bateu um papo com o público sobre os títulos que o acompanharam em sua trajetória, no domingo (10), último dia do evento, na Arena #SemFiltro da Bienal.

O editor Tomás da Veiga Pereira fez a mediação da mesa, que contou com a participação dos modelos vestidos dos personagens que protagonizaram a ação ao longo do evento, como o detetive Sherlock Holmes, a boneca Emília e o fidalgo Dom Quixote.

Na conversa, além de relembrar algumas passagens de seu livro “Transformando suor em ouro”, que saiu e 2006 pela editora Sextante, Bernardinho citou outros títulos a que recorreu para conhecer a mente de grandes talentos do esporte, como “Onde os homens conquistam a glória”, que conta a história do astro do futebol americano Pat Tillman, e “Nunca deixe de tentar”, da estrela do basquete Michael Jordan.

“Nas minhas leituras, tenho buscado entender como os grandes líderes se comunicam com as novas gerações e conseguem sucesso nas empresas e nos esportes”, disse o treinador. “A literatura é a grande fonte disso, que leva o jovem a se capacitar e a se inspirar, permanentemente”, pontuou.

Consultor jurídico do SNEL, Gustavo Martins (ao centro) participou do debate sobre livro e acessibilidade com foco na Lei Brasileira de Inclusão (LBI)

Setembro de 2017 – Na sexta-feira (1º de setembro), segundo dia da 18ª Bienal do Livro Rio, o Encontro Internacional de Profissionais do Livro (InterLivro) atraiu diversos editores e demais agentes da cadeia livreira do país em torno de uma programação rica em debates no auditório Madureira do Riocentro.

Realizada pelo portal PublishNews com apoio do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, a segunda edição do Interlivro teve o mercado digital como principal assunto abordado pelos palestrantes.

Carlo Carrenho, fundador e CEO do PublishNews, afirmou que o livro digital precisa ser encarado como a grande oportunidade do setor editorial. “Ele traz acesso econômico e geográfico”, resumiu.

Acessibilidade e experiências internacionais também foram assuntos tratados no encontro. Sandra Schüssel, da Feira do Livro de Frankfurt, compartilhou com a plateia a experiência da Alemanha e seu universo literário. Miguel Martins, da Porto Editora, veio de Portugal e para expor o panorama do mercado global de livros em português.

O advogado Gustavo Almeida, consultor jurídico do SNEL; Pedro Melliet, consultor internacional da Daisy; e Alexandre Munck, CEO da Fundação Dorina Nowill foram alguns nomes que discutiram os formatos de livros acessíveis, à luz da Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

A economista Mariana Bueno, da Fipe, apresentou dados do Censo do Livro Digital em mesa sobre o panorama atual dos livros digitais no Brasil

Representando a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a economista Mariana Bueno participou de uma mesa sobre o recém-lançado Censo do Livro Digital, mais um estudo realizado pela Fipe em parceria com o SNEL e a Câmara Brasileira do Livro.

No encerramento, foi realizada a entrega do Prêmio Jovens Talentos 2017, iniciativa do PublishNews com patrocínio do SNEL que anualmente escolhe profissionais com menos de 35 anos que se destacaram na indústria do livro.

Gustavo Lembert, do clube de assinatura de livros TAG – Experiências Literárias, recebe o prêmio Jovens Talentos 2017 de Carlo Carrenho, fundador do PublishNews

Gustavo Lembert, do clube de assinatura de livros TAG – Experiências Literárias, foi o premiado com uma viagem para Frankfurt e todas as despesas custeadas para participar da Feira do Livro de Frankfurt.

Todos os outros quatro ganhadores – Cayube Galas, Fernanda Scherer, Gustavo Abreu e Laura Grossmann – ganharam, além do troféu Jovens Talentos, ingressos para o Business Club, a área VIP da Feira de Frankfurt.

Ao lado dos editores Marcos e Tomás da Veiga Pereira, Eduardo Saron (centro) recebe o prêmio José Olympio 2017, conferido ao Itaú-Unibanco

Agosto de 2017 – Em reconhecimento ao seu expressivo investimento na leitura no país, o Itaú-Unibanco recebeu o Prêmio José Olympio, na cerimônia de abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (31).

“A cada dois anos a premiação é concedida pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros a personalidades ou instituições que se destacam por ações de apoio ao livro e à leitura no país. Nesta edição, decidimos homenagear o Itaú-Unibanco por sua atuação nesse campo, especialmente através da campanha ‘Leia para uma criança’ e pelo patrocínio a eventos como a Festa Literária Internacional de Paraty”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL, ao anunciar o prêmio.

Representando a instituição, Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, recebeu o troféu – uma escultura em bronze com a figura de Dom Quixote, produzida pela artista plástica Marli Mazeredo – das mãos do publisher Tomás da Veiga Pereira, neto do renomado editor José Olympio Pereira Filho, que dá nome à honraria.

Criada pelo SNEL em 1983, a premiação já laureou ex-presidentes da República, como Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, personalidades como o autor Mauricio de Souza e o escritor Manoel Carlos, entidades como a Academia Brasileira de Letras e a Biblioteca Parque do Rio de Janeiro, e empresas como as Organizações Globo e a Saraiva Livreiros e Editores.

Leia abaixo a íntegra do discurso de Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, na cerimônia de abertura da 18ª Bienal do Livro Rio, no dia 31 de agosto de 2017.

Em sua fala na abertura da Bienal do Livro Rio de 2017,  Marcos da Veiga Pereira enfatizou a valorização do livro e da leitura no país como bandeira do SNEL

“Excelentíssimo Prefeito Marcelo Crivella, e demais autoridades presentes.

Meu querido Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, representando as entidades do livro no Brasil.

Prezados autores, colegas editores, senhoras e senhores.

Tenho enorme orgulho e prazer em recebê-los na abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, um dos maiores eventos de nossa cidade, reforçando nosso potencial de atrair os olhos do mundo para nossa cultura.

Neste momento em que o Brasil precisa com urgência de uma revolução de cidadania e ética, acreditamos que a leitura tem um papel fundamental a desempenhar nessas áreas. Já dizia Machado de Assis: “Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra e assim se faz um livro, um governo ou uma revolução.”

Precisamos de investimentos de longo prazo do governo, em todas as suas instâncias, para melhorar a educação, a cultura e a renda, três pilares que poderão tirar nosso país do atraso. Também é necessário desenvolver projetos consistentes de leitura nas escolas públicas.

A indústria editorial brasileira vive um dos momentos mais dramáticos de sua história. Entre 2015 e 2016, a queda do número de livros vendidos no Brasil foi de 20%, o que significa menos 50 milhões de exemplares nas mãos dos leitores. Isso nos coloca entre os países do continente sul-americano com menor consumo per capita de livros e o menor número de livrarias.

Diante deste cenário, o que nós, editores, livreiros, autores e todos os agentes da cadeia produtiva, podemos fazer para reverter este quadro? Esta foi a questão fundamental que se apresentou ao Sindicato Nacional dos Editores de Livros, o SNEL, no início deste ano.

Nossa bandeira deveria ser a valorização do livro e da leitura, fazendo com que as pessoas se sintam estimuladas a ler. E para isso, procuramos o exemplo de figuras reconhecidas pelo público em geral, que tiveram suas trajetórias marcadas pelos livros de diferentes maneiras.

Batizada de “Leia. Seja.”, a campanha foi criada pela agência WMcCann para difundir a mensagem de valorização do livro, propondo uma reflexão sobre a leitura como elemento transformador de vidas. Um time de personalidades do esporte, das artes cênicas, da música e da comunicação foi convidado para interpretar personagens clássicos da literatura brasileira e mundial.

Escolhidos por sua paixão pelos livros, Bernadinho se vestiu de Capitão Rodrigo, de O tempo e o vento, de Érico Veríssimo; Washington Olivetto e Baby do Brasil fizeram Visconde de Sabugosa e Emília, de Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato; Bela Gil virou a Capitu, de Dom Casmurro, de Machado de Assis; Cauã Reymond se fantasiou do protagonista de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes; e Pedro Bial aparece como o detetive de As aventuras de Sherlock Holmes, de Sir Conan Doyle. Sou profundamente grato a todos por sua participação neste projeto.

Quando lemos, nos tornamos parte da história. Ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração. Faz rir e chorar, refletir e viajar. Um estudo da Universidade de Roma vai além e afirma: Quem lê é mais feliz.

E é com essa inspiração que chegamos aqui, neste momento de festa do livro. Este ano a Bienal tem uma homenageada de peso: a literatura nacional, em suas múltiplas vozes. Com a presença de mais de 300 autores, reúne nomes consagrados e novas atrações em uma programação cultural de aproximadamente 350 horas. Peço neste momento uma salva de palmas ao time de organizadores: Mariana Zahar, Martha Ribas, Eduardo Salomão, meus companheiros no SNEL; Tatiana Zaccaro, Cida Malka, Ana Peret e Vânia Tavares, da Fagga Eventos; e Rodrigo Lacerda, Rosana Svartman, Affonso Solano e Daniela Chindler, curadores dos espaços culturais.

Agradeço também aos nossos patrocinadores, assim como ao Ministério da Cultura e à Secretaria de Cultura do Estado pelo apoio através de suas leis de incentivo. Esta manhã tive a oportunidade de passear pelos pavilhões, vendo as equipes dando os retoques finais nos estandes. Que belo trabalho! Parabenizo todos os expositores, que se empenharam mais uma vez em engrandecer nosso evento.

Nos próximos onze dias, mais de 650 mil pessoas circularão pelo Riocentro e, junto com autores, editores, livreiros e todos os interessados pelo mundo dos livros, farão a grande Festa da Leitura.

Sejam bem-vindos à 18ª Bienal Internacional do Livro da Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro”.

 

A jornalista Bianca Ramoneda foi a mestre de cerimônia da abertura da 18ª edição da Bienal do Livro Rio

Agosto de 2017 – “Para cada lugar de fala, lugares de escuta. Ler é ouvir o outro e a si mesmo, por dentro”. Com um discurso que celebrou as histórias como elemento de transformação da sociedade, resistência cultural e construção da cidadania, a jornalista Bianca Ramoneda comandou a cerimônia de abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro Rio, nesta quinta-feira (31), no Riocentro.

Após tecer vários versos de autores como Paulo Leminski, Manoel de Barros e Chimamanda Ngozi Adichie num texto emocionante que evocou a polifonia literária para falar de diversidade, empatia e tolerância, Bianca convidou ao palco o presidente do Sindicato dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira, que chamou atenção para a importância da Bienal e de ações de incentivo à leitura no atual cenário do país.

Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira anunciou o lançamento da campanha de valorização à leitura “Leia.Seja.”

“A Bienal do Livro reforça o potencial de atrairmos os olhos do mundo para nossa cultura. Neste momento difícil que o Brasil vive, são necessários investimentos de longo prazo em educação e em projetos consistentes que estimulem a leitura e o conhecimento”, afirmou Pereira, ressaltando a literatura como ferramenta fundamental para a mudança ética que o país precisa.

Em seguida, o presidente do SNEL anunciou o lançamento da campanha “Leia.Seja.”, a primeira realizada em âmbito nacional pela entidade, com o objetivo de valorizar e difundir o papel transformador do livro.

Criada pela agência WMcCann, a ação foi estrelada por personalidades como o técnico de vôlei Bernardinho, o ator Cauã Reymond, a apresentadora Bela Gil, o jornalista Pedro Bial, a cantora e compositora Baby do Brasil e o publicitário Washington Olivetto, vestidos de personagens clássicos da literatura.

Para coroar a estreia da campanha – que conta com painéis de fotos e vídeos espalhados pelos pavilhões da Bienal –, foi exibido um filme com depoimentos dos protagonistas sobre sua relação com a leitura. Assista aqui.

“Quando lemos, nos tornamos parte da história. Ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração. Faz rir e chorar, refletir e viajar. Um estudo da Universidade de Roma vai além e afirma: Quem lê é mais feliz”, pontuou Pereira, sobre o conceito que deu vida à “Leia.Seja”.

Durante a cerimônia, também foi entregue o Prêmio José Olympio – concedido pelo SNEL – ao Itaú-Unibanco, pelo expressivo investimento em leitura, através de programas como a campanha “Leia para uma criança”, e pelo patrocínio de eventos literários como a Festa Internacional Literária de Paraty.

Ao lado dos editores Marcos e Tomás da Veiga Pereira, Eduardo Saron (centro) recebe o prêmio José Olympio, concedido pelo SNEL ao Itaú-Unibanco

Eduardo Saron, diretor do Instituto Itaú Cultural, recebeu o troféu das mãos do publisher Tomás da Veiga Pereira, neto do editor que dá nome à honraria.

Além dos curadores dos espaços da Bienal, Rodrigo Lacerda (Café Literário), Affonso Solano (Geek&Quadrinhos), Daniela Chindler (Entreletras) e Rosane Svartman (Arena #SemFiltro), a abertura oficial reuniu autoridades como o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella; o secretário Estadual de Educação, Wagner Victer; e o Secretário da Economia e da Cultura, Mansur Bassit.

O prefeito do Rio ressaltou que a reunião de tantos autores brasileiros em prol da educação no país é “a boa notícia que tem que ser disseminada”.

A apresentação do Censo aconteceu no dia 24 de agosto, na sede da Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo. Da esquerda para direita, o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira; a Profª Leda Paulani e a economista Mariana Bueno, da Fipe; e Luís Antônio Torelli, presidente da CBL.

Veja o estudo na íntegra aqui.

Inédito, Censo do Livro Digital aponta que 37% das editoras brasileiras produzem e comercializam e-books

Realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido da CBL e do SNEL, o estudo mapeia pela primeira vez o mercado de conteúdo digital no país

Com dados inéditos sobre o cenário dos e-books no país, o Censo do Livro Digital mostra que, das 794 editoras brasileiras investigadas, 294 produzem e comercializam conteúdo digital, o que representa 37% do setor editorial. A pesquisa aponta, ainda, que a atividade no país está concentrada nas editoras de Obras Gerais e de Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), que respondem, respectivamente, por uma fatia de 55% e 23% no mercado de livros digitais.

Realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o censo coletou junto às editoras respondentes dados referentes ao exercício de 2016. O diagnóstico oferece pela primeira vez um panorama comparativo sólido para nortear a análise do conteúdo digital no Brasil pelos próximos anos.

O levantamento revela que foram 9.483 os novos números de ISBN digitais produzidos e comercializados em 2016.
Já o número de exemplares de e-books (incluindo novos títulos e acervo) comercializados no país até 31 de dezembro do mesmo ano foi de 2.751.630. Desse número, 87% correspondem à produção das editoras de Obras Gerais.

O faturamento total com conteúdo digital no país foi de R$ 42.543.916,96, o que corresponde a 1,09% do mercado editorial brasileiro, excluindo-se as vendas ao setor governamental.
Desse total, as vendas com conteúdo fracionado (capítulos) respondem por R$ 3.619.685,59. Já o valor referente a assinaturas de livros (em plataformas ou em bibliotecas virtuais) é de R$ 4.477.636,16.

Subsetores

Levando em consideração as vendas com e-books + conteúdo fracionado + aluguel ou assinatura de livros, o faturamento total com conteúdo digital das editoras de Obras Gerais em 2016 foi de R$ 24.971.699,38, o que equivale a 2,38% do mercado geral desse setor.

Já o subsetor de CTP faturou R$ 14.977.763,30 no total com conteúdo digital em 2016, representando 1,68% do mercado de editoras de livros científicos, técnicos e profissionais.

O subsetor Religiosos fica em terceiro lugar, com R$ 1.325.588,58 de faturamento em conteúdo digital, o que equivale a 02,5% de seu mercado. E o de Didáticos fatura R$ 1.268.865,70, o que significa 0,09% do faturamento geral do subsetor.

Editoras de grande porte

Considerando apenas as editoras de maior porte, as de categoria D (que faturam mais de R$ 50 milhões com livros físicos e acima de R$ 1 milhão com digitais), a representatividade do conteúdo digital do subsetor de Obras Gerais sobe para 4,51% dentro do faturamento total de seu mercado, que é de R$ 384.854.216,68.
Já entre as editoras do subsetor de CTP que mais faturam no país, o conteúdo digital passa a representar 2,28% de seu faturamento total (R$ 397.587.110,84).

Acervo digital

O acervo total de e-books no país chegou a 49.622 títulos produzidos e vendidos até 31 de dezembro de 2016.
Neste número, a maior fatia é do subsetor de CTP, que responde por 22.305 títulos produzidos. Na sequência, está o subsetor de Obras Gerais, com 20.533 títulos em seu acervo digital. As editoras de Religiosos têm 3.454 títulos e as editoras de obras Didáticas contabilizam 3.370.

Mercado digital

Desde 2014, os dados referentes ao mercado digital no país estiveram integrados à Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – fruto de uma parceria que existe há mais de dez anos entre a Fipe, CBL e o SNEL. Na última edição da pesquisa, de ano-base 2016, os números não apareceram em razão deste diagnóstico exclusivo voltado para o conteúdo digital do Brasil.

O Censo do Livro Digital passa agora a ser mais uma pesquisa periódica mantida pelas três entidades, com o intuito de dar continuidade à análise da produção e comercialização de e-books pelas editoras brasileiras.

 

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