Confira o discurso do presidente do SNEL na abertura da 18ª Bienal do Livro Rio

Leia abaixo a íntegra do discurso de Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, na cerimônia de abertura da 18ª Bienal do Livro Rio, no dia 31 de agosto de 2017.

Em sua fala na abertura da Bienal do Livro Rio de 2017,  Marcos da Veiga Pereira enfatizou a valorização do livro e da leitura no país como bandeira do SNEL

“Excelentíssimo Prefeito Marcelo Crivella, e demais autoridades presentes.

Meu querido Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro, representando as entidades do livro no Brasil.

Prezados autores, colegas editores, senhoras e senhores.

Tenho enorme orgulho e prazer em recebê-los na abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, um dos maiores eventos de nossa cidade, reforçando nosso potencial de atrair os olhos do mundo para nossa cultura.

Neste momento em que o Brasil precisa com urgência de uma revolução de cidadania e ética, acreditamos que a leitura tem um papel fundamental a desempenhar nessas áreas. Já dizia Machado de Assis: “Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra e assim se faz um livro, um governo ou uma revolução.”

Precisamos de investimentos de longo prazo do governo, em todas as suas instâncias, para melhorar a educação, a cultura e a renda, três pilares que poderão tirar nosso país do atraso. Também é necessário desenvolver projetos consistentes de leitura nas escolas públicas.

A indústria editorial brasileira vive um dos momentos mais dramáticos de sua história. Entre 2015 e 2016, a queda do número de livros vendidos no Brasil foi de 20%, o que significa menos 50 milhões de exemplares nas mãos dos leitores. Isso nos coloca entre os países do continente sul-americano com menor consumo per capita de livros e o menor número de livrarias.

Diante deste cenário, o que nós, editores, livreiros, autores e todos os agentes da cadeia produtiva, podemos fazer para reverter este quadro? Esta foi a questão fundamental que se apresentou ao Sindicato Nacional dos Editores de Livros, o SNEL, no início deste ano.

Nossa bandeira deveria ser a valorização do livro e da leitura, fazendo com que as pessoas se sintam estimuladas a ler. E para isso, procuramos o exemplo de figuras reconhecidas pelo público em geral, que tiveram suas trajetórias marcadas pelos livros de diferentes maneiras.

Batizada de “Leia. Seja.”, a campanha foi criada pela agência WMcCann para difundir a mensagem de valorização do livro, propondo uma reflexão sobre a leitura como elemento transformador de vidas. Um time de personalidades do esporte, das artes cênicas, da música e da comunicação foi convidado para interpretar personagens clássicos da literatura brasileira e mundial.

Escolhidos por sua paixão pelos livros, Bernadinho se vestiu de Capitão Rodrigo, de O tempo e o vento, de Érico Veríssimo; Washington Olivetto e Baby do Brasil fizeram Visconde de Sabugosa e Emília, de Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato; Bela Gil virou a Capitu, de Dom Casmurro, de Machado de Assis; Cauã Reymond se fantasiou do protagonista de Dom Quixote, de Miguel de Cervantes; e Pedro Bial aparece como o detetive de As aventuras de Sherlock Holmes, de Sir Conan Doyle. Sou profundamente grato a todos por sua participação neste projeto.

Quando lemos, nos tornamos parte da história. Ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração. Faz rir e chorar, refletir e viajar. Um estudo da Universidade de Roma vai além e afirma: Quem lê é mais feliz.

E é com essa inspiração que chegamos aqui, neste momento de festa do livro. Este ano a Bienal tem uma homenageada de peso: a literatura nacional, em suas múltiplas vozes. Com a presença de mais de 300 autores, reúne nomes consagrados e novas atrações em uma programação cultural de aproximadamente 350 horas. Peço neste momento uma salva de palmas ao time de organizadores: Mariana Zahar, Martha Ribas, Eduardo Salomão, meus companheiros no SNEL; Tatiana Zaccaro, Cida Malka, Ana Peret e Vânia Tavares, da Fagga Eventos; e Rodrigo Lacerda, Rosana Svartman, Affonso Solano e Daniela Chindler, curadores dos espaços culturais.

Agradeço também aos nossos patrocinadores, assim como ao Ministério da Cultura e à Secretaria de Cultura do Estado pelo apoio através de suas leis de incentivo. Esta manhã tive a oportunidade de passear pelos pavilhões, vendo as equipes dando os retoques finais nos estandes. Que belo trabalho! Parabenizo todos os expositores, que se empenharam mais uma vez em engrandecer nosso evento.

Nos próximos onze dias, mais de 650 mil pessoas circularão pelo Riocentro e, junto com autores, editores, livreiros e todos os interessados pelo mundo dos livros, farão a grande Festa da Leitura.

Sejam bem-vindos à 18ª Bienal Internacional do Livro da Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro”.

 

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