Inédito, Censo do Livro Digital mapeia a produção e a comercialização de e-books no Brasil; confira o estudo

A apresentação do Censo aconteceu no dia 24 de agosto, na sede da Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo. Da esquerda para direita, o presidente do SNEL, Marcos da Veiga Pereira; a Profª Leda Paulani e a economista Mariana Bueno, da Fipe; e Luís Antônio Torelli, presidente da CBL.

Veja o estudo na íntegra aqui.

Inédito, Censo do Livro Digital aponta que 37% das editoras brasileiras produzem e comercializam e-books

Realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido da CBL e do SNEL, o estudo mapeia pela primeira vez o mercado de conteúdo digital no país

Com dados inéditos sobre o cenário dos e-books no país, o Censo do Livro Digital mostra que, das 794 editoras brasileiras investigadas, 294 produzem e comercializam conteúdo digital, o que representa 37% do setor editorial. A pesquisa aponta, ainda, que a atividade no país está concentrada nas editoras de Obras Gerais e de Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP), que respondem, respectivamente, por uma fatia de 55% e 23% no mercado de livros digitais.

Realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), o censo coletou junto às editoras respondentes dados referentes ao exercício de 2016. O diagnóstico oferece pela primeira vez um panorama comparativo sólido para nortear a análise do conteúdo digital no Brasil pelos próximos anos.

O levantamento revela que foram 9.483 os novos números de ISBN digitais produzidos e comercializados em 2016.
Já o número de exemplares de e-books (incluindo novos títulos e acervo) comercializados no país até 31 de dezembro do mesmo ano foi de 2.751.630. Desse número, 87% correspondem à produção das editoras de Obras Gerais.

O faturamento total com conteúdo digital no país foi de R$ 42.543.916,96, o que corresponde a 1,09% do mercado editorial brasileiro, excluindo-se as vendas ao setor governamental.
Desse total, as vendas com conteúdo fracionado (capítulos) respondem por R$ 3.619.685,59. Já o valor referente a assinaturas de livros (em plataformas ou em bibliotecas virtuais) é de R$ 4.477.636,16.

Subsetores

Levando em consideração as vendas com e-books + conteúdo fracionado + aluguel ou assinatura de livros, o faturamento total com conteúdo digital das editoras de Obras Gerais em 2016 foi de R$ 24.971.699,38, o que equivale a 2,38% do mercado geral desse setor.

Já o subsetor de CTP faturou R$ 14.977.763,30 no total com conteúdo digital em 2016, representando 1,68% do mercado de editoras de livros científicos, técnicos e profissionais.

O subsetor Religiosos fica em terceiro lugar, com R$ 1.325.588,58 de faturamento em conteúdo digital, o que equivale a 02,5% de seu mercado. E o de Didáticos fatura R$ 1.268.865,70, o que significa 0,09% do faturamento geral do subsetor.

Editoras de grande porte

Considerando apenas as editoras de maior porte, as de categoria D (que faturam mais de R$ 50 milhões com livros físicos e acima de R$ 1 milhão com digitais), a representatividade do conteúdo digital do subsetor de Obras Gerais sobe para 4,51% dentro do faturamento total de seu mercado, que é de R$ 384.854.216,68.
Já entre as editoras do subsetor de CTP que mais faturam no país, o conteúdo digital passa a representar 2,28% de seu faturamento total (R$ 397.587.110,84).

Acervo digital

O acervo total de e-books no país chegou a 49.622 títulos produzidos e vendidos até 31 de dezembro de 2016.
Neste número, a maior fatia é do subsetor de CTP, que responde por 22.305 títulos produzidos. Na sequência, está o subsetor de Obras Gerais, com 20.533 títulos em seu acervo digital. As editoras de Religiosos têm 3.454 títulos e as editoras de obras Didáticas contabilizam 3.370.

Mercado digital

Desde 2014, os dados referentes ao mercado digital no país estiveram integrados à Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – fruto de uma parceria que existe há mais de dez anos entre a Fipe, CBL e o SNEL. Na última edição da pesquisa, de ano-base 2016, os números não apareceram em razão deste diagnóstico exclusivo voltado para o conteúdo digital do Brasil.

O Censo do Livro Digital passa agora a ser mais uma pesquisa periódica mantida pelas três entidades, com o intuito de dar continuidade à análise da produção e comercialização de e-books pelas editoras brasileiras.

 

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