Galeria de Ex-Presidentes


Themistocles Marcondes Ferreira
1º Presidente do SNEL, entre 1941/1952

Foi durante muitos anos, até sua morte, em 1965, diretor-presidente da Companhia Editora Nacional. A empresa foi criada por seu irmão Octalles, em 1925, em São Paulo, em sociedade com Monteiro Lobato.

José Olympio Pereira Filho
José Olympio Pereira Filho
– 1902/1990
Presidente do SNEL entre 1952/1954

Foi o fundador da editora que leva seu nome, a Livraria José Olympio Editora, no Rio de Janeiro, em 1931. O segundo de 9 irmãos, Olympio deixou sua cidade natal em 1918, rumo a São Paulo, com o objetivo de estudar Direito. Porém conseguiu um emprego na Casa Garraux, na seção de livro, onde abria caixas de livros novos e limpava poeira das estantes. Nos anos 40 e 50, tornou-se o maior editor do país, publicando 2 mil títulos. Incentivou escritores como Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Fernando Sabino, Ligia Fagundes Telles, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Euclides da Cunha. Publicou desde obras do presidente Getúlio Vargas a textos de Graciliano Ramos, que fora preso pelo Estado Novo liderado pelo político gaúcho.

Ênio Silveira
Ênio Silveira – 1925/1996
Presidente do SNEL entre 1954/1958

Após se formar em Ciências Sociais na USP, Ênio Silveira vai para a Universidade de Colúmbia (EUA) estudar editoração. De volta ao Brasil, no Rio de Janeiro, se torna diretor da Companhia Editora Nacional, do sogro Octalles. Foi por sugestão dele que, em 1948, assumiu o comando da então pequena Editora Civilização Brasileira, que
pertencia à CEN. Sob seu comando, a Civilização Brasileira se torna uma das maiores editoras do Brasil. Entre 1964 e 1969, Ênio Silveira é preso sete vezes por sua filiação ao PCB e atuação no campo editorial, com a publicação de pensadores como Karl Marx e Antonio Gramsci. Em 1965, cria a Revista Civilização Brasileira, marco de resistência à ditadura militar, fechada após o Ato Institucional nº5, no fim de 1968.

Cândido Guinle de Paula Machado
Cândido Guinle de Paula Machado – 1918/2000
Presidente do SNEL entre 1958/1960; 1966/1970

Médico por formação, Cândido Guinle de Paula Machado fundou a editora Agir que veio a se tornar uma das mais tradicionais do país, tendo como sócio Alceu Amoroso Lima. Chegou a ter 3.500 títulos no catálogo, dentre eles, 600 clássicos como “O pequeno príncipe”, de Saint-Exupéry, que atingiu sua 21ª impressão em 1980, e foi o maior best-seller da casa. Do time de grandes autores brasileiros da Agir fizeram parte Ariano Suassuna e Lygia Bojunga Nunes. O próprio editor foi autor de dois livros, ambos sobre o mobiliário brasileiro.

Ruggero Pongetti
Ruggero Pongetti – 1900/1963
Presidente do SNEL entre 1960/1962

Criou com o irmão Rodolfo a Irmãos Pongetti Editores. Hábil relações públicas, atraía amigos e despertava simpatia por onde passava. Foi o editor de jovens poetas e ficcionistas que não tinham editor.

Gabriel Athos Pereira
Gabriel Athos Pereira
Presidente do SNEL entre 1962/ 1964; 1970/1975

Saiu da escola direto para trabalhar na editora criada pelo irmão José Olympio, que cercou-se da família para conduzir o negócio. Sua ida para a editora foi uma convocação do irmão. Gozava de grande confiança de José Olympio. Não se ocupava de questões financeiras ou administrativas. Atuava no relacionamento com os escritores e na área editorial. Almoços realizados uma vez por semana na editora se tornaram tradição entre intelectuais e contavam com presenças como as de Gilberto Freyre, Jorge Amado, Afonso Arinos, Carlos Drummond de Andrade, Manoel Bandeira, Guimarães Rosa e o presidente Juscelino Kubitschek.

Décio Guimarães de Abreu
Décio Guimarães de Abreu – 1916/1999
Presidente do SNEL entre 1964/1966

O pai Aurélio de Abreu vendia livros como autônomo no Instituto Anatômico da Escola de Medicina da antiga Universidade do Brasil. Em 1935, com sua morte, Décio Guimarães de Abreu herdou o negócio que foi sendo ampliado até que se estabeleceu na Casa do Livro, uma livraria no Centro do Rio de Janeiro, onde tinha como sócio o argentino Alfredo Delvaux. Ele importava livros e era um dos principais concorrentes da livraria José Olympio. Em 1942, torna-se sócio de Alfredo Machado e instala a Distribuidora Record de Serviços de Imprensa na pequena sobreloja da sua livraria, na Rua São José. Grande articulador, foi um pioneiro a perceber a importância de se frequentar a Feira de Frankfurt.


Semi Alzuguir
Presidente da Junta Governativa Provisória do SNEL em 1975

Na gestão de Gabriel Athos Pereira, Semi Alzuguir integrava a diretoria como suplente, representando a Casa Editora Vecchi. Fundada em 1913, pelo imigrante italiano Arturo Vecchi, a editora tornou-se célebre por suas edições de histórias em quadrinhos. Por conta de uma renúncia coletiva da diretoria, Semi Alzuguir assumiu por um ano a Junta Governativa Provisória do SNEL.

Edgard Blucher
Edgard Blücher
Presidente do SNEL entre 1975/76

Começou sua atuação como editor durante a graduação na faculdade de Engenharia. Foi diretor do departamento de publicações do Centro Acadêmico e da Revista de Engenharia, função que exerceu até a formatura. Iniciou a publicação de livros em 1955, quando fundou, em São Paulo, a Editora Edgard Blücher Ltda com o objetivo de preencher a lacuna da publicação de livros nas áreas de engenharia, tecnologia e ciência, focando especial atenção para os autores nacionais. Mora em São Paulo.


Ferdinando Bastos de Souza – 1930/2010
Presidente do SNEL entre 1976/1978

Desde a sua fundação, em 1947, até 2004, fez parte do Grupo Gilberto Huber (Listas Telefônicas
Brasileiras S.A, AGGS Indústrias Gráficas S.A, Companhia Nacional do Papel e a Editora Expressão e Cultura Ltda.). Nessas empresas dirigiu as áreas comercial, de vendas, editorial, industrial e gráfica, além de se ocupar da comunicação social, política e administrativa. À frente da editora Expressão e Cultura, revelou autores como Ziraldo. No início dos anos 2000, dedicou-se ao projeto Passaporte para a cidadania, coleção de clássicos em formato de bolso vendidos a R$ 1,00. Em 2005, aos 75 anos, fundou a Documenta Histórica Editora.

Mário Fittipaldi
Mario Fittipaldi – 1923/1997
Presidente do SNEL entre 1978/81

Formado em Administração, em 1948 ingressou na Editora das Américas, fundada por seu pai, Savério Fittipaldi. A editora se notabilizou pela publicação de clássicos da literatura em volumes mensais, vendidos pelo sistema de crediário e reembolso postal. Foi por sugestão de Mario Fittipaldi que a data de 29 de outubro tornou-se o Dia Nacional do Livro. A iniciativa aconteceu por intermédio de um projeto de lei encaminhado no Congresso Nacional pelo seu irmão, o então deputado federal Ítalo Fittipaldi. A data foi escolhida por ter sido em 29 de outubro de 1810 que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, dando origem à Biblioteca Nacional. Teve participação ativa na formação da Associação Nacional de Livrarias (ANL).

Regina Bilac Pinto
Regina Bilac Pinto
Presidente do SNEL entre 1981/1984; 1990/1993

Na década de 1960, foi chamada pelo pai, Olavo Bilac Pereira Pinto, para trabalhar na nova editora da família, a Fundo de Cultura, junto com a irmã Beatriz. Com isso, passou a conviver com grandes autores jurídicos, que frequentavam a Editora Forense, onde logo passaria a trabalhar. Na década de 1990, se formou em Direito e se tornou Juiza do Tribunal do Trabalho. Primeira mulher a assumir a presidência do SNEL, atualmente integra o Conselho de Administração do Grupo Gen, da qual a Editora Forense faz parte.

Sérgio Carlos Abruzzini Lacerda
Sérgio Lacerda – 1938/1991
Presidente do SNEL entre 1984/1987

Advogado, jornalista, no final da década de 1970, após a morte do pai, o ex-governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda, assumiu a presidência da Nova Fronteira. A editora foi fundada em 1965 pelo pai, após deixar o governo, com a ajuda do irmão Sebastião. À frente da Nova Fronteira, foi responsável, com a ajuda de Michel e Victor Burton, pela valorização estética do livro. Costumava dizer que duas pessoas foram as mais importantes em sua vida: seu pai e seu padrinho (Virgílio de Mello Franco). Dentre os editores, sempre reconheceu a importância, na sua formação, de Alfredo Machado, Jorge Zahar e Abraão Koogan. Também reverenciou alguns escritores como Josué Montello, Alberto da Costa e Silva e João Ubaldo Ribeiro.

Alfredo Machado
Alfredo Machado – 1922/1991
Presidente do SNEL entre 1987/1990

Sua porta de entrada para a profissão foi a história em quadrinhos. Muito articulado e bem falante, começa como tradutor de quadrinhos do Suplemento Juvenil, ligado ao jornal A Noite, tendo trabalhado depois no jornal O Globo. Em 1942, aos 20 anos, cria com o futuro cunhado Décio Guimarães de Abreu a Distribuidora Record de Serviços de Imprensa então, uma distribuidora de quadrinhos e outros serviços de imprensa. Formou-se em 1945 em Direito, profissão que nunca exerceu. Foi Secretário de Turismo da Prefeitura do Rio de Janeiro durante o governo de Marcos Tamoyo. Com arrojada visão de marketing, transformou a Record em uma das maiores editoras de obras gerais do país. Ao falecer em 1991, recebeu homenagem de seus inúmeros amigos do setor em Nova York.

Sérgio Abreu da Cruz Machado
Sergio Machado – 1948/2016
Presidente do SNEL entre 1993/1999

Formado em Economia, ingressou na Companhia Vale do Rio Doce. Em 1972, morava em Vitória, no Espírito Santo, quando seu pai, Alfredo Machado, o convidou para voltar a morar no Rio de Janeiro para trabalhar com ele na Editora Record. Foram 20 anos de convívio e aprendizado profissional. O ano de 1996 marca o começo de uma estratégia de expansão através da aquisição e incorporação de outras editoras, consolidando o Grupo Editorial Record, maior conglomerado editorial da América Latina, e líder no segmento dos livros não-didáticos, no Brasil.

Paulo Roberto Rocco
Paulo Rocco
Presidente do SNEL entre 1999/2008

Economista, Paulo Rocco começou em 1967 sua
carreira no mundo editorial na hoje extinta Sabiá, onde trabalhou como gerente. Ex-diretor da Francisco Alves, fundou a Editora Rocco em 1975 com foco nos autores estrangeiros bem-sucedidos e nacionais de prestígio. Paulo Rocco foi o único editor, até agora, a exercer três mandatos consecutivos como presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

Sonia Machado Jardim
Sônia Machado Jardim
Presidente do SNEL entre 2008/2014

Filha e irmã de editores, neta e sobrinha de livreiros, a carioca Sônia Machado Jardim é Vice-Presidente do Grupo Editorial Record. Graduada em Engenharia Civil pela UFRJ, cursou Pós-Graduação em Finanças na IAG-PUC/Rio e Mestrado no COPPEAD. Após ter trabalhado por mais de 10 anos em empresa de engenharia, ingressou na Record em 1995 como Diretora Administrativa-Financeira. Foi Presidente do Instituto Pró-Livro (IPL) entre 2009 e 2011 e da Associação Nacional dos Editores de Livros (ANEL) entre 2011 e 2014.

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