ANO 17
EDIÇÃO DE
JULHO 2003
EDIÇÃO ANTERIOR

Qual a maior surpresa da Bienal de 2003?

Mônica Santos (gerente da livraria Siciliano)
"O que surpreendeu a direção da Siciliano foi o fluxo enorme de público infantil. A Visitação Escolar foi muito positiva para as vendas. Portanto devemos nos estruturar mais para 2005. Talvez criar uma área maior para a livraria em detrimento à editora. Mas é preciso que a organização da feira ofereça uma segurança melhor durante o período de visitação dos colégios. A maior parte dos expositores teve muita dificuldade em controlar as crianças e os adolescentes nos estandes".

Eduardo Augusto Severino (sócio-gerente da livraria Códice)
"Foi a primeira vez que participamos da Bienal do Rio. Só havíamos participado da Bienal de São Paulo e posso dizer que essa foi a maior feira dos últimos tempos. Pelo menos 70% dos livros que trouxemos foram vendidos. O número de pessoas na feira me surpreendeu muito. A quantidade de visitantes foi alta até mesmo no pavilhão vermelho. Estávamos no local mais esvaziado da feira, ao lado de editoras universitárias e estrangeiras - que não têm nada a ver com o nosso foco de trabalho - e mesmo assim, não tivemos um dia sequer de estande vazio. Realmente não esperávamos tanta gente".

Ricardo Carvalhal Filho (gerente operacional da livraria Saraiva)
"O que nos surpreendeu de fato foi o volume de pessoas na feira e o aumento nas vendas face ao momento econômico em que estamos inseridos. Foi surpreendente para todos, pois as expectativas foram superadas e não houve retração no consumo".
Aí está a voz dos editores e livreiros. Plural, crítica e pró-ativa. Para os organizadores da Bienal de 2005 esses depoimentos configuram um desafio. No que tange os aspectos negativos levantados, trabalhar para saná-los. No que diz respeito aos resultados positivos, trabalhar para superá-los. Não vai ser nada fácil, mas a evolução permanente é o que dá sentido à continuidade do evento. Então, até 2005 e a XII Bienal Internacionaldo Rio de Janeiro.


Público elogia organização da feira e promete voltar em 2005

Durante a Bienal de 2003, a Sensor Pesquisas realizou quatro levantamentos junto ao público e aos expositores. Foram entrevistadas 495 pessoas numa pesquisa voltada para a avaliação do evento pelo público e 143 visitantes numa amostra específica entre os dias 22 e 25 de maio. A Sensor entrevistou ainda 330 expositores para levantar a percepção deles sobre a feira e realizou também 300 entrevistas com o público numa pesquisa voltada para a coleta de dados sobre hábitos de leitura. Todas as informações estão disponíveis na íntegra no site do SNEL (www.snel.org.br). Nesta edição elaboramos uma seleção dos resultados mais representativos da pesquisa de avaliação do evento pelo público.

Indagados sobre o motivo que os levou a visitar a Bienal, 56% dos entrevistados citaram o desejo de comprar livros, 32% citaram a vontade de conhecer novos lançamentos e 25% simplesmente o desejo de conhecer a Bienal.

· Para 67% dos entrevistados essa não era a primeira vez que visitaram uma Bienal do Livro. Para 33% era a primeira visita.

· Dos 67% que já haviam visitado outras Bienais, 27% visitaram a Bienal do Rio de 2001 e 11% visitaram a Bienal do Rio de 1999.

· Entre os visitantes da Bienal, 64% deles utilizaram o carro como meio de transporte até o Riocentro e 25% utilizaram ônibus.

· Dos visitantes que compraram livros, 32% optaram por livros infantis, 18% por livros técnicos e profissionais, 16% por religiosos e esotéricos, 12% por literatura nacional e 11% por romance.

· O número médio de livros comprados foi de 6 exemplares por visitante (é o índice mais alto apurado nas sete últimas Bienais do Rio de Janeiro). Dos que compraram livros, 39% pagaram mais de R$ 20 em média por livro adquirido, 14% pagaram entre R$ 16 e R$ 20 e 12% desembolsaram entre R$ 6 e R$ 10.

· Indagados sobre a utilização do reembolso do ingresso por ocasião da compra do livro, 74% dos entrevistados disseram que não utilizaram a promoção, enquanto 19% utilizaram o reembolso.

· Em uma série de perguntas foi solicitado ao entrevistado que desse uma nota de 0 a 5 (sendo 5 a nota máxima), avaliando diversos aspectos da feira. No que diz respeito à sinalização interna, 49% dos visitantes deram nota 5, 21% deram nota 4, 14% nota 3, 6% nota 2, 3% nota 1 e 3% nota 0.

· No que tange à qualidade dos expositores, 66% dos entrevistados deram nota 5, 23% deram nota 4, 7% deram nota 3 e 2% deram nota 2.

· No que diz respeito à qualidade dos autores, 48% dos entrevistados deram nota 5, 9% deram nota 4, 4% deram nota 3 e 1% deu nota 2.

· Sobre o preço dos livros, 30% dos entrevistados deram nota 3, 25% deram nota 4, 21% deram nota 2, 9% deram nota 5, 8% deram nota 1 e 4% deram nota 0.

· Indagados sobre os pontos positivos da Bienal, 43% citaram a organização do evento, 41% citaram o incentivo à cultura, 39% o incentivo à leitura e 32% a variedade de títulos.

· Indagados sobre os pontos negativos da feira, 35% citaram o preço do estacionamento, 32% o preço dos ingressos, 31% o preço dos livros e 28% o preço da alimentação.

· Perguntados se a visita à Bienal valeu a pena, 73% dos entrevistados responderam que compensou totalmente, 24% que compensou em parte e 3% que não compensou.

· 96% dos entrevistados responderam que pretendem visitar a próxima Bienal do Livro e apenas 1% que não pretendem.

· Solicitados a dar uma nota de 0 a 10 ao evento com um todo, 34% dos visitantes entrevistados deram nota 8, 25% deram nota 10, 22% deram nota 9, 13% nota 7, 3% nota 6, 2% nota 5 e 2% nota 4.

 

EDIÇÃO DE MAIO 2003
Próxima página