O SNEL - Sindicato Nacional dos Editores de Livros tem como finalidade o estudo
Para encontrarmos as raízes do SNEL é necessário voltar no tempo. Mais precisamente,
para o dia 18 de novembro de 1940, na sede da Liga do Comércio, na Rua Primeiro
de Março, 84, 2º andar, Centro, Rio de Janeiro. Com início marcado para as 16h,
ali aconteceu a primeira reunião da Associação Profissional das Empresas Editoras
de Livros e Publicações Culturais. Numa homenagem especial, foi aclamado para dirigir
os trabalhos o editor José Olympio, que por sua vez convidou Rogério Pongetti e
Antônio Bertrand para Primeiro e Segundo-Secretários, respectivamente.
Dando início à sessão, José Olympio explicou a finalidade daquela reunião: fundar
a Associação Profissional das Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais,
para defender os interesses de seus membros. Com a aclamação de todos os presentes,
José Olympio declarou então fundada a nova associação, cujo estatuto foi redigido
de acordo com o modelo aprovado pelo então Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio
para a organização de sindicatos, com as devidas modificações para adequá-lo a uma
associação profissional.
Passou-se, imediatamente, à eleição da primeira diretoria, cabendo a presidência
a Themistocles Marcondes Ferreira. Ernesto Mandarino, da Editora Mandarino &
Molinari Ltda., fez questão de expressar seu contentamento pela feliz escolha da
primeira diretoria, considerando todos os integrantes verdadeiros líderes, efetivamente,
do meio editorial do país.
Themistocles Marcondes Ferreira, já na condição de primeiro presidente do que viria
a ser o SNEL, agradeceu a seus companheiros a prova de confiança que todos depositavam
nele. Acentuou que faria o possível para que a nova entidade fosse sempre a vigorosa
defensora dos legítimos interesses da classe. Antes de encerrar a sessão, propôs
um voto - devidamente aprovado - de "expressiva homenagem" ao sr. Paulo
de Azevedo, "o mais antigo e talvez o mais devotado editor do Brasil".
Estava fundada, assim, a Associação Profissional das Empresas Editoras de Livros
e Publicações Culturais.
Esse nome, entretanto, logo iria mudar. No dia 22 de novembro de 1941, encerrava-se
o livro de atas da Associação, em função de expedição, naquela data, da carta de
reconhecimento - emitida pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio - do
Sindicato Nacional das Empresas Editoras de Livros e Publicações Culturais. Um novo
livro de atas seria aberto.
Na primeira reunião da nova entidade, em 5 de dezembro de 1941, o presidente Themistocles
Marcondes Ferreira congratulou-se com seus companheiros pelo reconhecimento da Associação
como Sindicato por parte do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. A alta
do preço do papel já era uma dor de cabeça para os editores na época dessa primeira
reunião do Sindicato, pois foi o tema de uma intervenção do sr. José Barbosa Mello,
que se encarregaria de apresentar um minucioso trabalho a respeito na sessão seguinte.
A Associação, portanto, durou de 18 de novembro de 1940 a 25 de setembro de 1941,
tornando-se, em 22 de novembro de 1941, o Sindicato Nacional das Empresas Editoras
de Livros e Publicações Culturais - e Sindicato Nacional dos Editores de Livros
a partir de 6 de julho de 1959.
Já na década de 60, exatamente no dia 12 de maio de 1966, a reforma do estatuto
foi o tema central da assembléia geral extraordinária convocada pela diretoria do
SNEL. Gabriel Athos Pereira era o presidente. Uma comissão - formada por Propício
Machado Alves, Décio Guimarães de Abreu e Afonso Duarte Faveret - vinha estudando
o assunto para propor modificações, supressões e acréscimos em vários dispositivos
do estatuto, visando a modernizá-lo e a adequá-lo ao crescimento da instituição.
Submetida à votação, a proposta de alteração foi aprovada por unanimidade pelos
107 associados presentes (de um total de 139 em condições de votar).