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DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
Edição Número 245 de 22/12/2004
Atos do Poder Legislativo
LEI Nº 11.033, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2004
Altera a tributação do mercado financeiro e de capitais; institui o Regime Tributário
para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária - REPORTO; altera
as Leis n os 10.865, de 30 de abril de 2004, 8.850, de 28 de janeiro de 1994, 8.383,
de 30 de dezembro de 1991, 10.522, de 19 de julho de 2002, 9.430, de 27 de dezembro
de 1996, e 10.925, de 23 de julho de 2004; e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1 o Os rendimentos de que trata o art. 5 o da Lei n o 9.779, de 19 de janeiro
de 1999, relativamente às aplicações e operações realizadas a partir de 1 o de janeiro
de 2005, sujeitam-se à incidência do imposto de renda na fonte, às seguintes alíquotas:
I 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo
de até 180 (cento e oitenta) dias;
II 20% (vinte por ce
nto), em aplicações com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias até 360 (trezentos
e sessenta) dias;
III 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo
de 361 (trezentos e sessenta e um) dias até 720 (setecentos e vinte) dias;
IV 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 (setecentos e vinte)
dias.
§ 1 o No caso de aplicações existentes em 31 de dezembro de 2004:
I os rendimentos produzidos até essa data serão tributados nos termos da legislação
então vigente;
II em relação aos rendimentos produzidos em 2005, os prazos a que se referem os
incisos I a IV do caput deste artigo serão contados a partir:
a) de 1 o de julho de 2004, no caso de aplicação efetuada até a data da publicação
desta Lei; e
b) da data da aplicação, no caso de aplicação efetuada após a data da publicação
desta Lei.
§ 2 o No caso dos fundos de investimentos, será observado o seguinte:
I os rendimentos serão tributados semestralmente, com base no art. 3 o da Lei n
o 10.892, de 13 de julho de 2004, à alíquota de 15% (quinze por cento), sem prejuízo
do disposto no inciso III deste parágrafo;
II na hipótese de fundos de investimentos com prazo de carência de até 90 (noventa)
dias para resgate de quotas com rendimento, a incidência do imposto de renda na
fonte a que se refere o inciso I deste parágrafo ocorrerá na data em que se completar
cada período de carência para resgate de quotas com rendimento, sem prejuízo do
disposto no inciso III deste parágrafo;
III por ocasião do resgate das quotas, será aplicada alíquota complementar de acordo
com o previsto nos incisos I a IV do caput deste artigo.
§ 3 o O disposto neste artigo não se aplica:
I aos fundos e clubes de investimento em ações cujos rendimentos serão tributados
exclusivamente no resgate das quotas, à alíquota de 15% (quinze por cento);
II aos títulos de capitalização, no caso de resgate sem ocorrência de sorteio, cujos
rendimentos serão tributados à alíquota de 20% (vinte por cento).
§ 4 o Ao fundo ou clube de investimento em ações cuja carteira deixar de observar
a proporção referida no art. 2 o da Medida Provisória n o 2.189-49, de 23 de agosto
de 2001, aplicar-se-á o disposto no caput e nos §§ 1 o e 2 o deste artigo, a partir
do momento do desenquadramento da carteira, salvo no caso de, cumulativamente, a
referida proporção não ultrapassar o limite de 50% (cinqüenta por cento) do total
da carteira, a situação for regularizada no prazo máximo de 30 (trinta) dias e o
fundo ou clube não incorrer em nova hipótese de desenquadramento no período de 12
(doze) meses subseqüentes.
§ 5 o Consideram-se incluídos entre os rendimentos referidos pelo art. 5 o da Lei
n o 9.779, de 19 de janeiro de 1999, os predeterminados obtidos em operações conjugadas,
realizadas nos mercados de opções de compra e de venda em bolsas de valores, de
mercadorias e de futuros (box), no mercado a termo nas bolsas de valores, de mercadorias
e de futuros, em operações de venda coberta e sem ajustes diários, e no mercado
de balcão.
§ 6 o As operações descritas no § 5 o deste artigo, realizadas por fundo ou clube
de investimento em ações, não integrarão a parcela da carteira aplicada em ações,
para efeito da proporção referida no § 4 o deste artigo.
§ 7 o O Ministro da Fazenda poderá elevar e restabelecer o percentual a que se refere
o art. 2 o da Medida Provisória n o 2.18949, de 23 de agosto de 2001.
Art. 2 o O disposto no art. 1 o desta Lei não se aplica aos ganhos líquidos auferidos
em operações realizadas em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros, e assemelhadas,
inclusive day trade , que permanecem sujeitos à legislação vigente e serão tributados
às seguintes alíquotas:
I 20% (vinte por cento), no caso de operação day trade ;
II 15% (quinze por cento), nas demais hipóteses.
§ 1 o As operações a que se refere o caput deste artigo, exceto day trade , sujeitam-se
à incidência do imposto de renda na fonte, à alíquota de 0,005% (cinco milésimos
por cento) sobre os seguintes valores:
I nos mercados futuros, a soma algébrica dos ajustes diários, se positiva, apurada
por ocasião do encerramento da posição, antecipadamente ou no seu vencimento;
II nos mercados de opções, o resultado, se positivo, da soma algébrica dos prêmios
pagos e recebidos no mesmo dia;
III nos contratos a termo:
a) quando houver a previsão de entrega do ativo objeto na data do seu vencimento,
a diferença, se positiva, entre o preço a termo e o preço à vista na data da liquidação;
b) com liquidação exclusivamente financeira, o valor da liquidação financeira previsto
no contrato;
IV nos mercados à vista, o valor da alienação, nas operações com ações, ouro ativo
financeiro e outros valores mobiliários neles negociados.
§ 2 o O disposto no § 1 o deste artigo:
I não se aplica às operações de exercício de opção;
II aplica-se às operações realizadas no mercado de balcão, com intermediação, tendo
por objeto os valores mobiliários e ativos referidos no inciso IV do § 1 o deste
artigo, bem como às operações realizadas em mercados de liquidação futura fora de
bolsa.
§ 3 o As operações day trade permanecem tributadas, na fonte, nos termos da legislação
vigente.
§ 4 o Fica dispensada a retenção do imposto de que trata o § 1 o deste artigo cujo
valor seja igual ou inferior a R$ 1,00 (um real).
§ 5 o Ocorrendo mais de uma operação no mesmo mês, realizada por uma mesma pessoa,
física ou jurídica, deverá ser efetuada a soma dos valores de imposto incidente
sobre todas as operações realizadas no mês, para efeito de cálculo do limite de
retenção previsto no § 4 o deste artigo.
§ 6 o Fica responsável pela retenção do imposto de que tratam o § 1 o e o inciso
II do § 2 o deste artigo a instituição intermediadora que receber diretamente a
ordem do cliente, a bolsa que registrou as operações ou entidade responsável pela
liquidação e compensação das operações, na forma regulamentada pela Secretaria da
Receita Federal do Ministério da Fazenda.
§ 7 o O valor do imposto retido na fonte a que se refere o § 1 o deste artigo poderá
ser:
I deduzido do imposto sobre ganhos líquidos apurados no mês;
II compensado com o imposto incidente sobre ganhos líquidos apurados nos meses subseqüentes;
III compensado na declaração de ajuste se, após a dedução de que tratam os incisos
I e II deste parágrafo, houver saldo de imposto retido;
IV compensado com o imposto devido sobre o ganho de capital na alienação de ações.
§ 8 o O imposto de renda retido na forma do § 1 o deste artigo deverá ser recolhido
ao Tesouro Nacional até o 3 o (terceiro) dia útil da semana subseqüente à data da
retenção.
Art. 3 o Ficam isentos do imposto de renda:
I os ganhos líquidos auferidos por pessoa física em operações no mercado à vista
de ações nas bolsas de valores e em operações com ouro ativo financeiro cujo valor
das alienações, realizadas em cada mês, seja igual ou inferior a R$ 20.000,00 (vinte
mil reais), para o conjunto de ações e para o ouro ativo financeiro respectivamente;
II na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, a remuneração produzida
por letras hipotecárias, certificados de recebíveis imobiliários e letras de crédito
imobiliário.
Art. 4 o Não se aplica o disposto nos arts. 1 o e 2 o desta Lei às pessoas jurídicas
de que trata o art. 77, inciso I, da Lei n o 8.981, de 20 de janeiro de 1995, aos
investidores estrangeiros referidos no art. 16 da Medida Provisória n o 2.189-49,
de 23 de agosto de 2001, e às entidades ou fundos optantes pelo regime especial
de que trata o art. 2 o da Medida Provisória n o 2.222, de 4 de setembro de 2001,
que permanecem sujeitos às normas previstas na legislação vigente.
Art. 5 o Na transferência de titularidade de ações gociadas fora de bolsa, sem intermediação,
a entidade encarregada de seu registro deverá exigir o documento de arrecadação
de receitas federais que comprove o pagamento do imposto de renda sobre o ganho
de capital incidente na alienação ou declaração do alienante sobre a inexistência
de imposto devido, observadas as normas estabelecidas pela Secretaria da Receita
Federal.
§ 1 o Quando a transferência for efetuada antes do vencimento do prazo legal para
pagamento do imposto devido, a comprovação de que trata o caput deste artigo deverá
ocorrer em até 15 (quinze) dias após o vencimento do referido prazo, ao final do
qual, caso não tenha sido realizada, a entidade deverá comunicar o fato à Secretaria
da Receita Federal na forma e prazo por ela regulamentados.
§ 2 o O descumprimento do disposto neste artigo sujeita a entidade à multa de 30%
(trinta por cento) do valor do imposto devido.
Art. 6 o Os arts. 8 o e 28 da Lei n o 10.865, de 30 de abril de 2004, passam a vigorar
com a seguinte redação:
"Art. 8 o
§ 12
XII livros, conforme definido no art. 2 o da Lei n o 10.753, de 30 de outubro de
2003.
" (NR)
"Art. 28
VI livros, conforme definido no art. 2 o da Lei n o 10.753, de 30 de outubro de
2003;
" (NR)
Art. 7 o As pessoas jurídicas que aufiram as receitas de que trata o inciso XXIII
do art. 10 da Lei n o 10.833, de 29 de dezembro de 2003, ficam obrigadas a instalar
equipamento emissor de cupom fiscal em seus estabelecimentos, na forma disciplinada
pela Secretaria da Receita Federal.
Art. 8 o A pessoa jurídica submetida ao lucro presumido poderá, excepcionalmente,
em relação ao 3 o (terceiro) e 4 o (quarto) trimestres-calendário de 2004, apurar
o Imposto de Renda com base no lucro real trimestral, sendo definitiva a tributação
pelo lucro presumido relativa aos 2 (dois) primeiros trimestres, observadas as normas
estabelecidas pela Secretaria da Receita Federal.
Art. 9 o Os incisos I e II do art. 1 o da Lei n o 8.850, de 28 de janeiro de 1994,
passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 1 o
I de 1 o de janeiro de 2004 a 30 de setembro de 2004: quinzenal; e
II a partir de 1 o de outubro de 2004: mensal.
" (NR)
Art. 10. Os itens 1 e 2 da alínea c do inciso I do art. 52 da Lei n o 8.383, de
30 de dezembro de 1991, passam a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 52.
I -
c)
1. em relação aos fatos geradores que ocorrerem no período de 1 o de janeiro de
2004 até 30 de setembro de 2004: até o último dia útil do decêndio subseqüente à
quinzena de ocorrência dos fatos geradores; e
2. em relação aos fatos geradores que ocorrerem a partir de 1 o de outubro de 2004:
até o último dia útil da quinzena subseqüente ao mês de ocorrência dos fatos geradores;
" (NR)
Art. 11. Sem prejuízo do disposto no inciso I do § 10 do art. 8 o e no inciso I
do caput do art. 16 da Lei n o 9.311, de 24 de outubro de 1996, será facultado o
lançamento a débito em conta corrente de depósito para investimento para a realização
de operações com os valores mobiliários de que tratam os referidos incisos, desde
que seja mantido controle, em separado, pela instituição interveniente, dos valores
mobiliários adquiridos por intermédio das contas correntes de depósito à vista e
de investimento.
§ 1 o Os valores referentes à liquidação das operações com os valores mobiliários
de que trata o caput deste artigo, adquiridos por intermédio de lançamento a débito
em conta corrente de depósito para investimento, serão creditados ou debitados a
essa mesma conta.
§ 2 o As instituições intervenientes deverão manter controles em contas segregadas
que permitam identificar a origem dos recursos que serão investidos em ações e produtos
derivados provenientes da conta corrente e da conta para investimento.
Art. 12. Será dada ciência ao sujeito passivo do ato que o excluir do parcelamento
de débitos com a Secretaria da Receita Federal, com a Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional e com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, de que tratam os arts.
1 o e 5 o da Lei n o 10.684, de 30 de maio de 2003, mediante publicação no Diário
Oficial da União.
Parágrafo único. Fica dispensada a publicação de que trata o caput deste artigo
nos casos em que for dada ciência ao sujeito passivo pessoalmente ou por via postal,
com aviso de recebimento.
Art. 13. Fica instituído o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação
da Estrutura Portuária -REPORTO, nos termos desta Lei.
Art. 14. As vendas de máquinas, equipamentos e outros bens, no mercado interno,
ou a sua importação, quando adquiridos ou importados diretamente pelos beneficiários
do REPORTO e destinados ao seu ativo imobilizado para utilização exclusiva em portos
na execução de serviços de carga, descarga e movimentação de mercadorias, serão
efetuadas com suspensão do Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, da Contribuição
para o PIS/PASEP, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS
e, quando for o caso, do Imposto de Importação.
§ 1 o A suspensão do Imposto de Importação e do IPI converte-se em isenção após
o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contado da data da ocorrência do respectivo
fato gerador.
§ 2 o A suspensão da contribuição para o PIS/PASEP e da COFINS converte-se em operação,
inclusive de importação, sujeita a alíquota 0 (zero) após o decurso do prazo de
5 (cinco) anos, contado da data da ocorrência do respectivo fato gerador.
§ 3 o A aplicação dos benefícios fiscais, relativos ao IPI e ao Imposto de Importação,
fica condicionada à comprovação, pelo beneficiário, da quitação de tributos e contribuições
federais e, no caso do IPI vinculado à importação e do Imposto de Importação, à
formalização de termo de responsabilidade em relação ao crédito tributário suspenso.
§ 4 o A suspensão do Imposto de Importação somente será aplicada a máquinas, equipamentos
e outros bens que não possuam similar nacional.
§ 5 o A transferência, a qualquer título, de propriedade dos bens adquiridos no
mercado interno ou importados mediante aplicação do REPORTO, dentro do prazo fixado
nos §§ 1 o e 2 o deste artigo, deverá ser precedida de autorização da Secretaria
da Receita Federal e do recolhimento dos tributos suspensos, acrescidos de juros
e de multa de mora estabelecidos na legislação aplicável.
§ 6 o A transferência a que se refere o § 5 o deste artigo, previamente autorizada
pela Secretaria da Receita Federal, a adquirente também enquadrado no REPORTO será
efetivada com dispensa da cobrança dos tributos suspensos desde que, cumulativamente:
I o adquirente formalize novo termo de responsabilidade a que se refere o § 3 o
deste artigo;
II assuma perante a Secretaria da Receita Federal a responsabilidade pelos tributos
e contribuições suspensos, desde o momento de ocorrência dos respectivos fatos geradores.
§ 7 o O Poder Executivo relacionará as máquinas, equipamentos e bens objetos da
suspensão referida no caput deste artigo.
Art. 15. São beneficiários do REPORTO o operador portuário, o concessionário de
porto organizado, o arrendatário de instalação portuária de uso público e a empresa
autorizada a explorar instalação portuária de uso privativo misto.
Parágrafo único. A Secretaria da Receita Federal estabelecerá os requisitos e os
procedimentos para habilitação dos beneficiários ao REPORTO.
Art. 16. O REPORTO aplica-se às aquisições e importações efetuadas até 31 de dezembro
de 2007.
Art. 17. As vendas efetuadas com suspensão, isenção, alíquota 0 (zero) ou não incidência
da Contribuição para o PIS/P ASEP e da COFINS não impedem a manutenção, pelo vendedor,
dos créditos vinculados a essas operações.
Art. 18. Por um prazo de 10 (dez) anos a contar da vigência da Lei n o 9.432, de
8 de janeiro de 1997, não incidirá o Adicional de Frete para a Renovação da Marinha
Mercante -AFRMM sobre as mercadorias cuja origem ou cujo destino seja porto localizado
na Região Norte e Nordeste do país, exceto para as embarcações de casco com fundo
duplo, destinadas ao transporte de combustíveis, cujo prazo será de 25 (vinte e
cinco) anos.
Art. 19. O levantamento ou a autorização para depósito em conta bancária de valores
decorrentes de precatório judicial somente poderá ocorrer mediante a apresentação
ao juízo de certidão negativa de tributos federais, estaduais, municipais, bem como
certidão de regularidade para com a Seguridade Social, o Fundo de Garantia do Tempo
de Serviço - FGTS e a Dívida Ativa da União, depois de ouvida a Fazenda Pública.
Parágrafo único. Não se aplica o disposto no caput deste artigo:
I aos créditos de natureza alimentar, inclusive honorários advocatícios;
II aos créditos de valor igual ou inferior ao disposto no art. 3 o da Lei n o 10.259,
de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis
e Criminais no âmbito da Justiça Federal.
Art. 20. As intimações e notificações de que tratam os arts. 36 a 38 da Lei Complementar
n o 73, de 10 de fevereiro de 1993, inclusive aquelas pertinentes a processos administrativos,
quando dirigidas a Procuradores da Fazenda Nacional, dar-se-ão pessoalmente mediante
a entrega dos autos com vista.
Art. 21. Os arts. 13, 19 e 20 da Lei n o 10.522, de 19 de julho de 2002, passam
a vigorar com a seguinte redação:
"Art. 13.
§ 1 o A falta de pagamento de 2 (duas) prestações implicará a imediata rescisão
do parcelamento e, conforme o caso, a remessa do débito para a inscrição em Dívida
Ativa da União ou o prosseguimento da execução, vedado o reparcelamento, com exceção
do previsto no § 2 o deste artigo.
§ 2 o Salvo o disposto no art. 11 da Lei n o 10.684, de 30 de maio de 2003, "que
trata de parcelamento de débitos junto à Secretaria da Receita Federal, à Procuradoria-Geral
da Fazenda Nacional e ao Instituto Nacional do Seguro Social INSS e dá outras providências",
será admitido o reparcelamento dos débitos inscritos em Dívida Ativa da União, observado
o seguinte:
I ao formular o pedido de reparcelamento, o devedor deverá comprovar o recolhimento
de valor correspondente a 20% (vinte por cento) do débito consolidado;
II rescindido o reparcelamento, novas concessões somente serão aceitas no caso de
o pedido vir acompanhado de comprovação do recolhimento do valor correspondente
a 50% (cinqüenta por cento) do débito consolidado;
III aplicam-se subsidiariamente aos pedidos de reparcelamento, naquilo que não o
contrariar, as demais disposições relativas ao parcelamento previstas nesta Lei."
(NR)
"Art. 19. Fica a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional autorizada a não contestar,
a não interpor recurso ou a desistir do que tenha sido interposto, desde que inexista
outro fundamento relevante, na hipótese de a decisão versar sobre:
§ 1 o Nas matérias de que trata este artigo, o Procurador da Fazenda Nacional que
atuar no feito deverá, expressamente, reconhecer a procedência do pedido, quando
citado para apresentar resposta, hipótese em que não haverá condenação em honorários,
ou manifestar o seu desinteresse em recorrer, quando intimado da cisão judicial.
§ 4 o A Secretaria da Receita Federal não constituirá os créditos tributários relativos
às matérias de que trata o inciso II do caput deste artigo.
§ 5 o Na hipótese de créditos tributários já constituídos, a autoridade lançadora
deverá rever de ofício o lançamento, para efeito de alterar total ou parcialmente
o crédito tributário, conforme o caso." (NR)
"Art. 20. Serão arquivados, sem baixa na distribuição, mediante requerimento do
Procurador da Fazenda Nacional, os autos das execuções fiscais de débitos inscritos
como Dívida Ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou por ela
cobrados, de valor consolidado igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais).
§ 2 o Serão extintas, mediante requerimento do Procurador da Fazenda Nacional, as
execuções que versem exclusivamente sobre honorários devidos à Fazenda Nacional
de valor igual ou inferior a R$ 1.000,00 (mil reais).
§ 4 o No caso de reunião de processos contra o mesmo devedor, na forma do art. 28
da Lei n o 6.830, de 22 de setembro de 1980, para os fins de que trata o limite
indicado no caput deste artigo, será considerada a soma dos débitos consolidados
das inscrições reunidas." (NR)
Art. 22. O art. 17 da Lei n o 9.430, de 27 de dezembro de 1996, passa a vigorar
com a seguinte redação:
"Art. 17
Parágrafo único. A Secretaria da Receita Federal e o Banco Central do Brasil expedirão
instruções para a apuração do resultado líquido, sobre a movimentação de divisas
relacionadas com essas operações, e outras que se fizerem necessárias à execução
do disposto neste artigo." (NR)
Art. 23. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos:
I na hipótese dos arts. 1 o a 5 o e 7 o , a partir de 1 o de janeiro de 2005;
II na hipótese do art. 11, a partir de 1 o de outubro de 2004;
III na data de sua publicação, nas demais hipóteses.
Art. 24. Ficam revogados o art. 63 da Lei n o 8.383, de 30 de dezembro de 1991,
a partir de 1 o de janeiro de 2005, e o § 2 o do art. 10 da Lei n o 10.925, de 23
de julho de 2004.
Brasília, 21 de dezembro de 2004; 183 o da Independência e 116 o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Antonio Palocci Filho
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