Abertura da 18ª Bienal do Livro Rio tem discurso sobre o poder das histórias e lançamento de campanha de valorização à leitura

A jornalista Bianca Ramoneda foi a mestre de cerimônia da abertura da 18ª edição da Bienal do Livro Rio

Agosto de 2017 – “Para cada lugar de fala, lugares de escuta. Ler é ouvir o outro e a si mesmo, por dentro”. Com um discurso que celebrou as histórias como elemento de transformação da sociedade, resistência cultural e construção da cidadania, a jornalista Bianca Ramoneda comandou a cerimônia de abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro Rio, nesta quinta-feira (31), no Riocentro.

Após tecer vários versos de autores como Paulo Leminski, Manoel de Barros e Chimamanda Ngozi Adichie num texto emocionante que evocou a polifonia literária para falar de diversidade, empatia e tolerância, Bianca convidou ao palco o presidente do Sindicato dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira, que chamou atenção para a importância da Bienal e de ações de incentivo à leitura no atual cenário do país.

Presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira anunciou o lançamento da campanha de valorização à leitura “Leia.Seja.”

“A Bienal do Livro reforça o potencial de atrairmos os olhos do mundo para nossa cultura. Neste momento difícil que o Brasil vive, são necessários investimentos de longo prazo em educação e em projetos consistentes que estimulem a leitura e o conhecimento”, afirmou Pereira, ressaltando a literatura como ferramenta fundamental para a mudança ética que o país precisa.

Em seguida, o presidente do SNEL anunciou o lançamento da campanha “Leia.Seja.”, a primeira realizada em âmbito nacional pela entidade, com o objetivo de valorizar e difundir o papel transformador do livro.

Criada pela agência WMcCann, a ação foi estrelada por personalidades como o técnico de vôlei Bernardinho, o ator Cauã Reymond, a apresentadora Bela Gil, o jornalista Pedro Bial, a cantora e compositora Baby do Brasil e o publicitário Washington Olivetto, vestidos de personagens clássicos da literatura.

Para coroar a estreia da campanha – que conta com painéis de fotos e vídeos espalhados pelos pavilhões da Bienal –, foi exibido um filme com depoimentos dos protagonistas sobre sua relação com a leitura. Assista aqui.

“Quando lemos, nos tornamos parte da história. Ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração. Faz rir e chorar, refletir e viajar. Um estudo da Universidade de Roma vai além e afirma: Quem lê é mais feliz”, pontuou Pereira, sobre o conceito que deu vida à “Leia.Seja”.

Durante a cerimônia, também foi entregue o Prêmio José Olympio – concedido pelo SNEL – ao Itaú-Unibanco, pelo expressivo investimento em leitura, através de programas como a campanha “Leia para uma criança”, e pelo patrocínio de eventos literários como a Festa Internacional Literária de Paraty.

Ao lado dos editores Marcos e Tomás da Veiga Pereira, Eduardo Saron (centro) recebe o prêmio José Olympio, concedido pelo SNEL ao Itaú-Unibanco

Eduardo Saron, diretor do Instituto Itaú Cultural, recebeu o troféu das mãos do publisher Tomás da Veiga Pereira, neto do editor que dá nome à honraria.

Além dos curadores dos espaços da Bienal, Rodrigo Lacerda (Café Literário), Affonso Solano (Geek&Quadrinhos), Daniela Chindler (Entreletras) e Rosane Svartman (Arena #SemFiltro), a abertura oficial reuniu autoridades como o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella; o secretário Estadual de Educação, Wagner Victer; e o Secretário da Economia e da Cultura, Mansur Bassit.

O prefeito do Rio ressaltou que a reunião de tantos autores brasileiros em prol da educação no país é “a boa notícia que tem que ser disseminada”.

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